Dublin

June 18th, 2010 | Blog, Dublin | voltaeuropa | No Comments

Às 9h da manhã aterramos em Dublin, tínhamos dormido apenas 3h e apesar do voo Edimburgo – Dublin ser apenas 1h, algum cansaço cumpria ofício. Só pudemos fazer check in no hostel às 2h da tarde, todavia, permitiram-nos pousar as malas. A Tânia foi fazer alguns contactos no couch surfing para Bratislava e o Miguel, naturalmente, foi procurar o jardim mais próximo para dormir um pouco. Pela tarde fomos à National Gallery ver uma exposição bastante interessante. Visitar os grandes clássicos da pintura fora de Espanha, França ou Itália é sempre como comer fast food, mata a fome, mas não é propriamente uma refeição composta, todavia, algumas obras muito boas, das quais se destaca um Modigliani absolutamente delicioso que estava em lista de espera (vê-lo aqui foi talvez a melhor surpresa da visita a Dublin). No dia seguinte (hoje) fizemos uma tour de 3h pela cidade e à tarde fomos assistir ao 1º dia do Street World Performance, o evento responsável pela nossa visita a Dublin e que ao longo dos próximos 3 dias vai certamente inscrever alguns momentos out of the box. Sábado e Domingo estará o Pedro Tochas a concurso e independentemente da qualidade dos outros performers, o nosso voto está atribuído. Pois bem, alguns factos sobre Dublin e sobre a Irlanda que à semelhança da Escócia, tem um património não menos violento:

- Os primeiros vestígios de vida inteligente na Irlanda datam de 3000 a.c.

- O primeiro povo a atacar a Irlanda foram os Vikings em 700 d.c e com eles trouxeram as primeiras técnicas de agricultura, corte e talha de madeira, produção de álcool, etc. Ficaram 100 anos até terem sido definitivamente expulsos.

- 1088 é o ano oficial do nascimento de Dublin. Nesta altura já tínhamos a Igreja da Sé construída em Braga quase há 100 anos, vejam bem.

- 1916 é uma das mais importantes datas da Irlanda, o 1º Rising contra Inglaterra, foram totalmente massacrados! Todavia, cresceu na população a ideia de que teriam que ser independentes. Em 1922 a Irlanda adquire o estatuto de Estado livre e em 1946 tornam-se República da Irlanda, pelo menos a parte Sul da ilha. O Norte preferiu manter a associação ao Reino Unido do qual actualmente ainda fazem parte.

- O Santo padroeiro do País, St. Patrick, era na verdade natural do País de Gales. Foi escravo até conseguir fugir e regressar a Galês, onde, segundo consta, durante o sono Deus lhe disse que teria que regressar à Irlanda para pregar o Catolicismo. St. Patrick regressou e conseguiu seduzir o Rei à época a converter-se ao catolicismo. Como? Marketing do bom! St. Patrick conseguiu vender ao Rei a ideia do trevo irlandês estar claramente associado à Trindade Pai, Filho e Espírito Santo.

- A celebração do St. Patrick’s Day começou nos EUA e só mais tarde foi adoptada na Irlanda, sobretudo porque envolvia festa e álcool!

- O 1º castelo da Irlanda foi construído em 1205, já a Sé de Braga tinha mais de 300 anos. Actualmente este castelo não tem aspecto de castelo, uma vez que o original, ardeu! Era de madeira!

- No topo da entrada deste castelo existe uma estátua da Justiça. Uma grande particularidade, não está vendada, a justiça na Irlanda não é cega, pudera, foi uma oferta dos Ingleses.

- A série os Tudors foi filmada neste castelo.

- Tudo está escrito em inglês e gaélico, o inglês é a 1ª língua e actualmente muito pouca gente fala gaélico, apesar do Estado estar a desenvolver alguns esforços no sentido de recuperar a língua morta.

- Dublin retira o seu nome da palavra duvlin, local onde os vikings “estacionavam” os seus barcos na cidade.

- Durante a década de 80 e 90 a Irlanda registou um inacreditável crescimento económico na ordem dos 15% assistindo-se ao que ficou conhecido por Celtic Tiger. Actualmente e à semelhança do resto da Europa, o país vive uma fortíssima crise económica. Até 2009 Dublin estava listada como a 4ª cidade mais rica do mundo, a 10ª mais cara para viver e a 2ª cidade que mais pagava à hora, atrás apenas de Zurique.

- Jonathan Smith, autor das Viagens de Gulliver escreveu a obra sobretudo como uma sátira à forma como os Ingleses tratavam todos os outros povos, little people!

- Bram Stoker, autor de Drácula, é de Dublin. Aparentemente a ideia de um espeto cravado no coração ser a única forma de matar vampiros foi retirada de uma tradição de uma pequena aldeia vizinha de Dublin onde era costume espetarem um pau no coração às pessoas que se suicidavam para que os maus espíritos as não levassem.

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